Cálculo aplicado à América Latina reduz o Índice de Desenvolvimento Humano conforme as diferenças de rendimento, educação e saúde
Brasília, 23/07/2010
da PrimaPagina
As condições de vida desiguais no Brasil corroem quase 1/5 do padrão de desenvolvimento do país, segundo um relatório divulgado nesta sexta-feira pelo PNUD. O estudo traz o cálculo do IDH-D (Índice de Desenvolvimento Humano ajustado à Desigualdade) que “penaliza” as diferenças de rendimentos, de escolaridade e de saúde. O IDH brasileiro cai 19% quando, em vez de levar em conta as médias nacionais como ocorre geralmente, considera essas disparidades. Ajustado de acordo com o mesmo método, o índice da América Latina e do Caribe tem queda semelhante (-19,1).
Os dados estão no Relatório Regional sobre Desenvolvimento Humano para a América Latina e o Caribe 2010, intitulado “Atuar sobre o futuro: romper a transmissão intergeracional da desigualdade”. A publicação constata que a desigualdade na região é alta, persistente e ocorre em um contexto de baixa mobilidade social.
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Com desigualdade, IDH-D do Brasil cai 19%, aponta nova metodologia do PNUD
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Cepal alerta a América Latina para a desigualdade
Milagros Salazar
Brasília, 1/6/2010, (IPS) - Os nove países da América Latina com maiores níveis de desigualdade precisariam investir entre 6% e 9% do produto interno bruto para melhorar a situação de suas populações mais vulneráveis, afirmou a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, reunida em Brasília.
A Cepal alertou, durante seu 33º período de sessões, que na região aprofundaram-se as iniquidades da produtividade entre grandes e pequenos empresários, e entre territórios dentro dos países, no documento “A hora da igualdade: brechas a serem fechadas, caminhos a serem abertos”.
A reunião de três dias, iniciada no dia 30 de maio, acontece com sinais positivos para a região, cujo PIB vai crescer 4,1% este ano, segundo as últimas revisões da agência. Contudo, a Cepal disse que é preciso lançar uma “agenda para a igualdade” a fim de corrigir as muitas versões da iniquidade na região. No Brasil, por exemplo, a capital do país é nove vezes mais rica do que o Estado do Piauí. No Peru, a andina região de Huancavelica é sete vezes mais pobre do que a parte costeira de Moquegua, no sul, destaca o estudo que pretende ser um mapa do caminho para transformar a igualdade no eixo do desenvolvimento latino-americano.
Brasília, 1/6/2010, (IPS) - Os nove países da América Latina com maiores níveis de desigualdade precisariam investir entre 6% e 9% do produto interno bruto para melhorar a situação de suas populações mais vulneráveis, afirmou a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, reunida em Brasília.
A Cepal alertou, durante seu 33º período de sessões, que na região aprofundaram-se as iniquidades da produtividade entre grandes e pequenos empresários, e entre territórios dentro dos países, no documento “A hora da igualdade: brechas a serem fechadas, caminhos a serem abertos”.
A reunião de três dias, iniciada no dia 30 de maio, acontece com sinais positivos para a região, cujo PIB vai crescer 4,1% este ano, segundo as últimas revisões da agência. Contudo, a Cepal disse que é preciso lançar uma “agenda para a igualdade” a fim de corrigir as muitas versões da iniquidade na região. No Brasil, por exemplo, a capital do país é nove vezes mais rica do que o Estado do Piauí. No Peru, a andina região de Huancavelica é sete vezes mais pobre do que a parte costeira de Moquegua, no sul, destaca o estudo que pretende ser um mapa do caminho para transformar a igualdade no eixo do desenvolvimento latino-americano.
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