Milagros Salazar
Brasília, 1/6/2010, (IPS) - Os nove países da América Latina com maiores níveis de desigualdade precisariam investir entre 6% e 9% do produto interno bruto para melhorar a situação de suas populações mais vulneráveis, afirmou a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, reunida em Brasília.
A Cepal alertou, durante seu 33º período de sessões, que na região aprofundaram-se as iniquidades da produtividade entre grandes e pequenos empresários, e entre territórios dentro dos países, no documento “A hora da igualdade: brechas a serem fechadas, caminhos a serem abertos”.
A reunião de três dias, iniciada no dia 30 de maio, acontece com sinais positivos para a região, cujo PIB vai crescer 4,1% este ano, segundo as últimas revisões da agência. Contudo, a Cepal disse que é preciso lançar uma “agenda para a igualdade” a fim de corrigir as muitas versões da iniquidade na região. No Brasil, por exemplo, a capital do país é nove vezes mais rica do que o Estado do Piauí. No Peru, a andina região de Huancavelica é sete vezes mais pobre do que a parte costeira de Moquegua, no sul, destaca o estudo que pretende ser um mapa do caminho para transformar a igualdade no eixo do desenvolvimento latino-americano.
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