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Expansão da economia transforma oito países em 'leões africanos', diz relatório

Um relatório da consultoria Boston Consulting Group (BCG) chama atenção para o "despertar" da economia africana, em particular para oito países com taxas de crescimento semelhantes ou até maiores que as das principais economias emergentes.

BBC Brasil, 03/06/2010
Foto: AFP


Segundo o estudo, apresentado em Casablanca, no Marrocos, desde 1998, as 500 maiores empresas africanas fora do setor bancário cresceram 8,3% ao ano.

Esse desempenho foi impulsionado pelas exportações, cujo crescimento anual passou de 3% nos anos 90 para 18% desde 2000, diz a consultoria.

Mas o relatório destaca 40 empresas, todas elas localizadas em países chamados de "leões africanos", que, na opinião do instituto de pesquisas, merecem mais atenção do que recebem dos investidores internacionais.

Cepal alerta a América Latina para a desigualdade

Milagros Salazar


Brasília, 1/6/2010, (IPS) - Os nove países da América Latina com maiores níveis de desigualdade precisariam investir entre 6% e 9% do produto interno bruto para melhorar a situação de suas populações mais vulneráveis, afirmou a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, reunida em Brasília.

A Cepal alertou, durante seu 33º período de sessões, que na região aprofundaram-se as iniquidades da produtividade entre grandes e pequenos empresários, e entre territórios dentro dos países, no documento “A hora da igualdade: brechas a serem fechadas, caminhos a serem abertos”.

A reunião de três dias, iniciada no dia 30 de maio, acontece com sinais positivos para a região, cujo PIB vai crescer 4,1% este ano, segundo as últimas revisões da agência. Contudo, a Cepal disse que é preciso lançar uma “agenda para a igualdade” a fim de corrigir as muitas versões da iniquidade na região. No Brasil, por exemplo, a capital do país é nove vezes mais rica do que o Estado do Piauí. No Peru, a andina região de Huancavelica é sete vezes mais pobre do que a parte costeira de Moquegua, no sul, destaca o estudo que pretende ser um mapa do caminho para transformar a igualdade no eixo do desenvolvimento latino-americano.

Suicídios da Foxconn revelam as duras condições de trabalho na China

Por Le Monde
Brice Pedroletti | Xangai (China)

Foto: Tiê Sangue sob chuva, por Elisabete Santana

Desde janeiro, onze funcionários se suicidaram nesta empresa terceirizada pela Apple e pela Nokia


Conhecido por sua relutância em falar com a imprensa, Terry Gou, presidente do grupo taiwanês Foxconn, principal fabricante terceirizada mundial da Apple, mas também de outras marcas como Nokia, Dell e Sony, abriu na quarta-feira (26) as portas de sua fábrica de Longhua (província de Shenzhen) a dezenas de jornalistas da China, de Hong Kong e de Taiwan. Nesse local de montagem do iPhone (300 mil empregados), onze funcionários, dos quais o mais jovem tinha 16 anos, se suicidaram desde o início de 2010 jogando-se do alto dos edifícios da fábrica. Como uma zombaria mórbida da operação midiática organizada na quarta-feira, o último se matou na mesma noite.

Vindo de Taiwan em jato particular, Gou apresentou suas desculpas, ao mesmo tempo em que ressaltava que “o índice de suicídios em uma sociedade sobe junto com o aumento do PIB”. Ciente do impacto sobre a imagem de seus prestigiosos clientes, ele prometeu medidas drásticas. Redes já foram instaladas, haverá um maior número de psicólogos, e várias hotlines estarão à disposição dos operários.
 
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