Cálculo feito pelo Ipea a pedido do 'Estado' leva em conta prejuízos para a indústria e para os cofres públicos e os danos ambientais
05 de junho de 2010
A ineficiência da política de coleta seletiva feita pela Prefeitura em São Paulo e o transbordo de materiais recicláveis para aterros sanitários causam prejuízos anuais de até R$ 749 milhões para a sociedade. As perdas ocorrem principalmente por causa dos custos adicionais nas indústrias pelo uso de material virgem em vez de reciclado, dos danos ambientais e de gastos de orçamento público com a destinação final de lixos em aterros.
Todo ano, São Paulo manda mais de 1 milhão de toneladas de papel, papelão, plástico, aço, vidro e alumínio misturado ao lixo convencional, em vez de enviar esse material para a reciclagem. Em tempos de economia aquecida, o consumo das famílias aumenta e, por consequência, o descarte de embalagens. Como as atuais 16 centrais de triagem da Prefeitura já não dão conta do material coletado, a tendência é que esse desperdício cresça.
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